Reunião de moradores no Centro Comunitário do Benfica discute calçadas da área
Moradores do Benfica se encontram para debater o estado das calçadas do bairro e decidir quais ruas serão indicadas ao programa municipal de manutenção.
A convocação foi feita num cartaz colado na grade do Centro Comunitário do Benfica e num grupo de mensagens com pouco mais de cem participantes. Ainda assim, na tarde de uma quarta-feira de agosto, quarenta e dois moradores apareceram para discutir o mesmo assunto: as calçadas do bairro estão ruins e é preciso decidir por onde começar a cobrar.
Um levantamento feito a pé, rua por rua
Antes da reunião, um grupo de seis voluntários percorreu dezenove ruas do Benfica ao longo de três sábados e registrou o estado do piso, a altura dos meios-fios, a presença de árvores que levantavam as pedras e os trechos sem acessibilidade. Esse levantamento foi apresentado em papel impresso e lido em voz alta para quem preferiu não usar o celular para acompanhar.
O dado mais citado na reunião foi o seguinte: das dezenove ruas mapeadas, apenas três tinham calçadas consideradas em bom estado por mais de metade do trecho. Nas outras dezesseis, havia pelo menos um segmento com desnível acima de dois centímetros ou pedras soltas.
O que foi decidido na tarde de quarta
Depois de uma hora e meia de debate, o grupo chegou a um consenso sobre três ruas que seriam indicadas como prioritárias na solicitação ao programa municipal. A escolha levou em conta a circulação de idosos e crianças, a proximidade com uma unidade de saúde e a frequência de relatos de quedas.
- A Rua Cel. Linhares foi apontada como primeira prioridade, por ser rota de acesso à unidade de saúde do bairro.
- A Rua Padre Valdevino, com alto fluxo de pedestres no início da manhã, ficou em segundo lugar na lista.
- A Travessa São Paulo foi incluída por reunir quatro relatos de quedas nos últimos doze meses.
- O grupo decidiu fotografar semanalmente as três ruas até a resposta da prefeitura, para documentar a situação.
«Calçada não é detalhe — é o que decide se a pessoa sai de casa ou fica em casa.» — Participante da reunião, moradora do Benfica há mais de vinte anos
O próximo passo
A solicitação formal foi entregue dois dias depois da reunião, assinada por trinta e um moradores. O centro comunitário ficou responsável por acompanhar o prazo de resposta previsto na lei municipal de participação cidadã, que é de trinta dias úteis a partir do protocolo.
A Varanda Comum pediu acesso ao número de protocolo e vai acompanhar o andamento da solicitação. Uma nova reunião está marcada para outubro, quando o grupo pretende decidir se amplia o mapeamento para outras ruas ou aguarda o retorno da prefeitura sobre as três já indicadas.